Vírus do Bem no Colégio MAXXI

BoasPráticas CéluladeTransformação EnsinoHíbrido 28 de agosto de 2017

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Crédito: frithyboy/iStock Photo

Em 2016, fomos convidados pelo nosso coach UNOi Aldiney Silva a formar um grupo de inovação na escola. Esse grupo teria o objetivo inicial de transmitir, aos demais professores, práticas ou iniciativas que os motivassem e contaminassem, tornando-os também células multiplicadoras de ações inovadoras. Surgia assim a Célula de Transformação do Colégio Maxxi.

Inicialmente enfrentamos algumas dificuldades. Uma delas foi vincular a vinda do coach aos encontros da célula, em meio a conflitos de agenda, o que gerou um descompasso entre os encontros e os assuntos estudados.

Após uma avaliação, traçamos novas diretrizes para o formato dos encontros e optamos por fechar uma agenda interna, para contar com o apoio virtual do nosso coach (e também presencial, quando possível). Recebemos de presente nosso primeiro tema de estudo, metodologias ativas e ensino híbrido, e já durante o primeiro semestre nos aprofundamos e acreditamos que estava na hora de dividir com o restante do grupo.

Pensamos então que seria interessante receber os professores na reunião de volta as aulas com uma vivência de ensino híbrido. Para isso, preparamos uma “TED” com um vídeo e algumas perguntas para apresentar o assunto proposto no fim do 1º semestre. A saber, oriundo do termo blended learning (aprendizado mesclado), o ensino híbrido reveza momentos em que o aluno estuda sozinho, geralmente em ambiente virtual, e em grupo, quando interage com seus colegas e o professor. O principal objetivo desse método é personalizar o ensino no aluno, rompendo com a ideia de que o professor é o único detentor do saber.

Mão na massa, com o apoio do modelo de estações, propusemos uma oficina sobre alimentação saudável e saúde para o período da manhã (professores do 4º ao 3º ano Ensino Médio). Para o período da tarde, o tema foi níveis de escrita (professores do berçário ao 3º ano do Ensino Fundamental).

Na reunião de retorno, com os professores do 4º ano ao 3º ano do Ensino Médio, propusemos a formação de quatro estações: uma estação com imagens de alimentos, para serem classificados entre saudáveis e não saudáveis, com o apoio da nutricionista Tatyana Salles; outra estação com um vídeo sobre alimentação saudável; uma terceira estação com textos informativos e infográficos; e uma quarta estação cujo objetivo era elaborar um sanduíche utilizando alimentos saudáveis.

Já no período da tarde, com os professores do berçário ao 3º ano do Ensino Fundamental que trabalharam com o tema níveis de escrita, organizamos a sala também em quatro estações. Uma estação com um quadro informativo, em que os professores leram um pequeno texto sobre os níveis de escrita com as autoras Magda Soares e Emília Ferreiro; outra estação contendo um vídeo de Telma Weisz com frases para serem organizadas em verdadeiro ou falso; uma terceira estação sobre análise da escrita das nossas crianças nas diferentes fases (pré-silábica a alfabética); e uma quarta estação com uma palestrante convidada, a professora e coordenadora Lucinha, onde ela respondeu às perguntas dos participantes e apresentou informações relevantes sobre o tema.

Todos os professores participantes passaram pelas quatro estações, que tiveram uma duração média de vinte minutos. Os participantes trocaram experiências, informações prévias, aprenderam, participaram e se envolveram nas atividades propostas com muito entusiasmo.

Já havíamos aplicado a metodologia com os estudantes, mas planejar ambientes com o ensino híbrido para os professores foi especial, pois sabemos que é possível incorporá-lo à nossa prática e assim dar prosseguimento ao movimento de transformar o nosso sistema educacional na direção de novos desafios e propostas.

É o que temos feito. Segundo Michel Horn e Heather Staker, autores do livro Blended – usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação, inovação é um processo, não um evento. O Ensino Híbrido nos abriu a mente, estimulou nosso raciocínio e nosso lado colaborativo, nos incomodou. Entramos em um turbilhão de informações que queremos destrinchar uma a uma, sabendo que são infindáveis.

(Clique aqui para acessar a galeria de fotos da reunião de volta às aulas no Colégio MAXXI.)

Sobre as autoras

Natacha tem 31 anos. É formada em pedagogia desde 2011 e cursa pós graduação em psicopedagogia. Atualmente é professora da educação infantil no Colégio MAXXI em Lagoa Santa. Trabalha com crianças há mais de dez anos. Começou como voluntária em uma ação social que acolhia crianças carentes e, com isso, nasceu o amor pela educação, acreditando que esse é o caminho para a mudança que tanto almejamos.

Viviane Gelmini vem de uma família de professores que acredita na educação e na forma como podemos contribuir com a formação de muitos estudantes e professores nesta caminhada. Professora formada pelo Instituto de Educação e pela FAME, hoje é professora do Colégio MAXXI em Lagoa Santa.

Izabela possui graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É Servidora Pública da Secretaria do Estado da Educação de Minas Gerais (atuante como professora de Biologia no Ensino Médio), além de possuir também um cargo na rede particular de ensino (Atuante no Ensino Fundamental e Ensino Médio – 6° ano EF ao 3° ano EM – no Colégio MAXXI, em Lagoa Santa). Mestranda do programa de Mestrado Profissional em Ensino de Biologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada pelo ofício de professora, hoje procura transformar a realidade da sala de aula, realidade essa que não acompanhou as mudanças da sociedade. Essa sede de transformação, a vontade de aprender, colaborar para melhora do contexto atual e vivenciar mudanças é o que a motiva e a mantém na profissão.

Tatiane Lira estudou em escola de lata, passou boa parte da vida em escolas em tempo integral, metade do tempo como estudante e a outra metade na sala dos professores apoiando a mãe, que foi professora até se aposentar. Paulista, formou-se em pedagogia pela Faculdade Fundação Santo André em São Paulo e fez pós graduação na Universidade Metodista de São Paulo. Há 11 anos trocou São Paulo por Minas Gerais. Trabalhou com Educação Infantil, Educação Especial e Ensino Fundamental, e hoje é coordenadora geral do Colégio MAXXI, em Lagoa Santa (MG).

Célula de Transformação - Colégio MAXXI

Célula de Transformação - Colégio MAXXI

Da esquerda para direita, Natacha, Viviane, Izabela e Tatiane formam a Célula de Transformação do Colégio MAXXI (Lagoa Santa - MG). O grupo segue vivendo experiências possíveis, alterando realidades em aula e contaminando quem se permitir.

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